13

junho

Prazer, Chuva

Por Ivan em 13/06/2017 às 2:22 am

Qualquer pessoa em sã loucura, conhece meu fascínio pela chuva.
E nessa noite chuvosa, lembranças inevitáveis voltaram em minha cabeça.
Lembrando da noite chuvosa em que você, com toda sua atraente timidez (também citaria como sábia ousadia), criou coragem e me chamou para passarmos a noite juntos, para eu pagar uma aposta que a princípio não passava de uma brincadeira, que era fazer uma massagem em todo o seu corpo.

Seu pai estava bêbado no bar, sem previsão pra voltar.
Tentando conversar com Deus, sobre recuperar seu casamento.

Sua mãe estava na casa de uma amiga.
É o que ela havia avisado.
É o que ela quis que sua filha acreditasse.
Eu não sei.
Bêbados não são tão adoráveis na cama.
Eles não se entregam como deveriam.
Ou se entregam demais.
A ponto do mistério não existir mais.
Logo aquele mesmo mistério fabuloso e excitante.
Bêbados são narcisistas.
Casa de uma amiga?
Eu não sei…

Sua irmã estava há 24 km de distância, fazendo exatamente aquilo que minha companheira da noite mais queria fazer comigo.
Fazendo-a contar os segundos de ver-me abrindo sua porta…seguido de seu short.
Seria inocência demais da parte dela se não imaginasse que eu perceberia as reais intenções dela.
Seria inocência demais da parte dela, achar que eu a acharia inocente naquela hora, em plena noite chuvosa.
‘Ei, gatinha. Vim pagar a aposta.’ – disse a ela, com a voz meio falhada.

Jamais esquecerei do brilho em seus olhos ao me ver entrando com a barba molhada, balançando o guarda chuva, desastradamente me molhando ainda mais, enquanto meu perfume inalava-se dentro de sua sala.
Pra dentro de sua alma.

Mas tive calma.
Gosto de torturas psicológicas.
Primeiro, o abraço.
O abraço apertado.
Com seus pés esticados.
Seus peitos colados fortemente em meu coração.
Sentindo seus lábios macios e quentes no canto da minha boca, quase que tocando em meus lábios gelados e molhados.

Após andarmos pela casa, olharmos alguns quadros familiares e conversarmos por nem 2 minutos sobre a idêntica aparência, ela imediatamente me levou até seu quarto, onde havia uma iluminação um pouco fraca.
Lá estava sua cama, com um lençol listrado estendido em cima de seu colchão.
Damn! Estava tudo tão incrível. Nem em meus pensamentos durante minha ida até a casa dela, havia pensado em coisas tão perfeitas.

De fato, ela estava mesmo, levando tudo isso a sério.
‘Então, eu comprei na net esse óleo aromatizante. Minha amiga disse que ele era muito bom.’ – disse ela, meio tímida sem fazer contato visual.

Ao estender a mão para olhar o produto, era um tubinho de óleo em forma de uma pimenta, com saída do óleo bem onde deveria ser o galhinho dela. Uma graça.
‘Haha. Bem pensado.’ – disse pra ela.

Sem mais palavras ou risadas por muito tempo, ela tirou sua camisa longa e deitou na cama de barriga para baixo.

Lá estava ela. Deitada só de sutiã com um shortinho bem curto, que mal encostava em suas coxas. Eu suspirei instantaneamente.
Joguei um pouco de óleo centímetros abaixo de sua nuca, e na mesma hora espalhei com as duas mãos, subindo com todos os dedos até sua cabeça, abusando de sua nuca e de seus ombros.

Sem mesmo perguntar, abri seu sutiã para poder massagear melhor.
Joguei óleo mais ou menos na metade de suas costas, e ali espalhei de cima até sua cintura.
Ainda lembro em como ela ficava cada vez que minhas duas mãos chegavam lentamente e profundamente até sua cintura.

‘Quer na parte de baixo do corpo?’ – perguntei a ela.
‘Mas é claro’, ela disse na mesma hora, abaixando o shortinho enquanto puxava algum assunto que eu juro pra você, que eu não lembro qual foi.
Eu acho que nem escutei ela falar nessa hora.
A única coisa que eu escutava, era minha própria voz, dizendo para mim mesmo: ‘Caralho, ela fica tão delícia de fio dental!’

Eu comecei em seu pé. Cuidava de um de cada vez com ambas as mãos, e ela parecia adorar. Apertava calmamente enquanto girava-o lentamente. Suas pernas eram massageadas com tanto carinho, que eu mesmo sabia que estava mandando bem.
O que ela não sabia, é que suas coxas também me fascinavam.
Eu havia descoberto uma nova espécie de fetiche: As coxas dela.
Eram simplesmente lindas.

Ainda adoro lembrar quando eu subia devagarzinho com as duas mãos, com a ponta de alguns dedos quase encostando em seus lábios. Não exatamente os lábios de sua boca.
Bom, pelo menos, não a boca de cima.
Ha.

Não da para descrever em como essa massagem acompanhada da chuva, estava me proporcionando um dos melhores momentos da vida.

Elas desciam apertando sua cintura, com a ponta dos dedos firmemente em sua pele.

Era a hora de fazer algo que não saía mais de nossas cabeças.
Tirei minha roupa sem que ela visse.
Me inclinei até ela, dando uma leve pequena mordida em sua nuca.
Por 4 segundos, ela sentiu todo o meu corpo colado no dela, e eu pude notar em 4 segundos, como o nosso corpo foi feito um para o outro.
Eu mesmo nem se quer consigo comparar algo tão entrosável como nossos corpos.

‘Não. Por favor, não.’ – ela tentou dizer, sem sair voz alguma de sua boca, enquanto levantava para sentar na cama.

Não havia nenhum motivo para eu parar com isso. Mesmo se tivesse, ele não seria tão importante a ponto de causar uma parada.

Lá estava eu. Saboreando a mulher mais atraente que meus olhos já haviam visto.
Logo atrás, levantando a cabeça dela pelos cabelos, para eu conseguir prová-la melhor.
Para eu sentir seu cheiro.
Sua respiração ofegante.
Seus quase gemidos ao sentir-me pelado e colado nela.
Ela só de calcinha, rebolando lentamente, excitada com cada suspiro profundo meu, sobre seu pescoço cheiroso.
Sobre seu pescoço que dançava exatamente a mesma canção que sua cintura.
Levando minha mão até o ápice dos seus desejos, fazendo com que gemidos quase mudos saíssem de sua alma.
De seu interior.
Sim.
Ela estava em chamas, presenciando-me, sentindo-me…em seu interior.
Cujas chamas só espalhavam-se.
Espalhavam-se sobre cada detalhe de seu corpo.
Com cada centímetro dos meus dedos, tocando levemente no meio dos seus lábios molhados…lábios melados.
Melados com o doce prazer de sua imaginação.
Deus! Eles estavam tão melados…

Lembro até hoje como sua pele ficou ligeiramente arrepiada.
A temperatura da palma da minha mão faziam-a dar leves tremidinhas, com sua boca aberta, seca…não tendo ciência alguma em como fazer para conseguir abrir os olhos.
Acho que ela nem tentara abrir os olhos.
Não faria sentido tentar.
E não havia as menores possibilidades de algo sem sentido estragar esse momento…

Já era notável a presença da chuva ali da janela.
Parecendo sorrir timidamente por estar em um momento tão íntimo ao nosso lado.
Mesmo não conseguindo descrever se eram sorrisos, ou extensas lágrimas de felicidade.
Vendo dois corpos colados um no outro.
Não se desgrudando por nada desse mundo.
A chuva até poderia tentar apagar nosso fogo, mas não sei se ela conseguiria…mesmo se quisesse.
A única coisa que a chuva quis, foi continuar observando detalhadamente o prazer máximo de dois corpos em chamas.
E eu pude perceber, claramente, que essa era a nossa chuva.
Só nossa.
Pelo menos nessa noite.
Enquanto a encurralei contra a cama, de costas pra mim…já sabia que essa era a nossa chuva.

A cada segundo, a cada momento em que eu a abraçava com a mão em volta de sua cintura, e encaixava fortemente seu cabelo na minha outra mão, eu não conseguia, mesmo, deixar de notar a chuva sorrindo.
Virei de frente para ela, dei um beijo, e pedi para ela deitar novamente em sua cama.
Ao que ela deitou, peguei em seus dois tornozelos, e a trouxe até a ponta da cama.
Tirei calmamente sua calcinha, só observando a cena.
Jesus…

Eu precisava urgentemente prová-la.

E lá estava eu, beijando a parte interna de sua coxa, e sem que ela esperasse, passei toda a minha língua em sua bela e melada amiguinha.
Começando de baixo até em cima.
Calmamente.
Saboreando o prazer.

Ela gemeu, e eu fiquei absurdamente excitado em ouvir aquela vozinha de tesão.
Era a melhor noite da vida dela.
Eu não preciso saber o que ela passou todos os dias de sua vida para ter total ciência disso.
Essa era a melhor noite dela.

A forma com que ela se movimentava, tremia, puxava o lençol, enquanto eu a chupava com a mão em seus peitos e outra puxando-a na cintura até minha boca, descrevia que de fato, ela estava tendo a melhor noite da vida ela.

Eu nunca vou esquecer dessa cena.
Não posso negar, muito menos esconder isso, pois estava estampado em meu rosto: Eu simplesmente me achava o máximo por dar tanto prazer assim pra uma mulher que mesmo se não quisesse intencionalmente, era capaz de também me dar um tesão absurdo.

Mal ela sabia, que esse tesão absurdo estava em ver ela com fogo entre as pernas.
Esse era meu maior prazer. Vê-la fora de si.
Meus olhos fechavam de tesão todas as vezes em que eu a via adorando sentir meus lábios, língua e dedo, sem fazer ideia do que estava por vir.
E a vontade que tive de alcançar logo o próximo passo para poder demonstrar o quão longe eu ainda poderia levá-la, era imensa.

Mas a calma permaneceu.
O desejo de guardar a surpresa, prevaleceu.
E a chuva só aumentava.
Meu fascínio por ela, também.
Meu exagerado fascínio pela chuva.

 





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